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A torcida itabirana está dando um verdadeiro show de mobilização no Campeonato Mineiro Módulo II 2026. Após as quatro primeiras rodadas da competição, o Valeriodoce aparece na liderança isolada de dois rankings fundamentais: público acumulado e renda líquida entre os 12 clubes participantes do torneio.

Os números impressionam. Em apenas dois jogos realizados no Estádio Israel Pinheiro — que tem capacidade liberada para 1.950 torcedores —, o Valério reuniu 3.547 pessoas, superando até equipes tradicionais do futebol mineiro que disputam a competição. O Uberaba aparece na segunda colocação, com 3.009 torcedores, seguido pelo Uberlândia, com 2.803 espectadores. Completam a lista Guarani (2.652), Boa Esporte (2.598), Democrata-SL (2.352), Villa Nova (2.298), Aymorés (2.260), Mamoré (2.093), Patrocinense (1.609), Coimbra (647) e Ipatinga (480).

No total, os estádios do Módulo II receberam 26.348 torcedores nas quatro primeiras rodadas. Desse montante, o Valério responde sozinho por cerca de 13,5% de todo o público da competição — um dado que evidencia o tamanho da paixão itabirana pelo Dragão, especialmente considerando que o clube disputa apenas a segunda divisão do futebol mineiro.

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Mas a torcida não é o único motivo de orgulho. Nas finanças, o Valério também lidera com folga. Somando as duas partidas como mandante, o clube acumula renda líquida positiva de R$ 60.992,18 — um número que coloca o Dragão em posição confortável na liderança do ranking financeiro. O segundo colocado, Villa Nova, soma R$ 19.299,96, enquanto o Uberaba aparece em terceiro lugar, com R$ 10.874,86. O Democrata-SL fecha o grupo de equipes com saldo positivo, registrando R$ 1.401,36.

O dado mais impressionante, porém, é comparativo: a arrecadação líquida do Valério é superior à soma dos resultados positivos obtidos pelos outros três clubes que fecharam o período no azul. Em outras palavras, o Dragão sozinho fatura mais do que Villa Nova, Uberaba e Democrata-SL somados.

A realidade financeira do campeonato, no entanto, é desafiadora para a maioria dos participantes. Oito dos 12 clubes apresentam saldo negativo após seus dois primeiros jogos como mandantes: Guarani (-R$ 1.679,18), Coimbra (-R$ 11.269,88), Boa Esporte (-R$ 16.997,96), Aymorés (-R$ 20.363,18), Patrocinense (-R$ 21.727,62), Mamoré (-R$ 24.102,72), Uberlândia (-R$ 24.585,39) e Ipatinga (-R$ 25.304,25). A soma das rendas líquidas de todos os clubes do Módulo II resulta em saldo negativo de R$ 53.461,82, mostrando que transformar público em resultado financeiro positivo ainda é um desafio para a maioria das equipes da competição.

Os números reforçam o que a torcida itabirana já sabia: o Valeriodoce não é apenas um time de futebol, é uma paixão coletiva que move a cidade. Mesmo em meio às dificuldades em campo, o apoio das arquibancadas do Israel Pinheiro continua sendo um dos maiores patrimônios do clube — e os dados financeiros comprovam que essa fidelidade também se traduz em sustentabilidade para o Dragão.

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