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Uma trajetória iniciada com ensaios em praças públicas de Itabira chegou ao palco do Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) na noite de sábado (8). O grupo de danças urbanas Art & Move apresentou o espetáculo “Atitude”, produção construída ao longo de aproximadamente dois anos.

Com cerca de 50 minutos de duração, a montagem reuniu coreografias coletivas e momentos de freestyle, tendo a cultura hip hop como uma de suas principais referências. A apresentação também marcou os quatro anos de trajetória do grupo, criado em 2022.

Art & Move surgiu para manter jovens ligados à dança

A criação do coletivo está relacionada à experiência da diretora e coreógrafa Karem Daynide em um projeto social de dança de Itabira. A partir dessa vivência, surgiu a proposta de criar um espaço para que jovens pudessem continuar desenvolvendo suas atividades artísticas depois de deixarem projetos com limite de idade.

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Sem uma sede própria, os primeiros passos do Art & Move foram construídos em espaços públicos. Praças da cidade passaram a servir como locais de encontro e ensaio dos integrantes.

Ao longo dos anos seguintes, o grupo ampliou sua participação em apresentações e desenvolveu trabalhos próprios, mantendo as danças urbanas como elemento central de sua identidade artística.

“Atitude” foi desenvolvido durante dois anos

A montagem apresentada em agosto começou a ser desenvolvida cerca de dois anos antes de chegar ao teatro. O processo envolveu não apenas a preparação das coreografias, mas também decisões relacionadas à trilha sonora, figurinos, iluminação e construção da apresentação.

O espetáculo foi estruturado para permitir momentos coletivos e espaços de expressão individual dos dançarinos por meio do freestyle.

Antes da estreia da montagem completa, o nome “Atitude” já havia aparecido em uma coreografia apresentada pelo grupo em 2025. A produção levada ao teatro em 2026 aprofundou o trabalho desenvolvido pelo coletivo.

Integrantes relatam vínculo construído dentro do grupo

A trajetória do Art & Move também é marcada pelas experiências dos próprios integrantes. Relatos reunidos após a apresentação mostram que a participação no coletivo ultrapassou os ensaios e as apresentações para parte dos jovens.

Eduarda Rosa, integrante desde 2022, associa sua permanência no grupo aos vínculos construídos durante esses anos. Roberta Silveira relata que a experiência com a dança contribuiu para aumentar sua confiança, enquanto Larissa Rosa aponta a atividade artística como uma forma de expressão.

Jéssica Santos, que acompanha o projeto desde sua formação, também relaciona a experiência no coletivo ao desenvolvimento pessoal e à construção de identidade.

Grupo mantém origem ligada aos espaços públicos de Itabira

A apresentação no Teatro da FCCDA representa uma mudança de cenário em relação aos primeiros ensaios realizados nas praças, mas mantém uma ligação direta com a origem do coletivo.

O Art & Move surgiu sem espaço próprio e encontrou nos locais públicos uma alternativa para manter os encontros e desenvolver as coreografias. Quatro anos depois, essa trajetória passou a fazer parte da própria história apresentada pelo grupo ao público.

Com “Atitude”, os integrantes levaram ao palco uma produção construída coletivamente e relacionada às experiências acumuladas desde a criação do projeto em 2022.