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A situação da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim, no Barreiro, voltou ao centro das discussões na Câmara de Itabira após questionamentos sobre os recursos disponíveis e o prazo necessário para concluir as obras da unidade.

O debate ocorreu durante reunião de comissões realizada em 21 de julho e envolveu representantes da comunidade escolar, do governo municipal, do sindicato dos servidores e vereadores.

Recursos para concluir a escola foram questionados

Durante a reunião, o professor Giovanni Magno Lopes questionou a situação financeira da intervenção após o encerramento do vínculo com a empresa que vinha executando os trabalhos.

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A preocupação apresentada era se haveria recursos suficientes para que uma nova empresa assumisse e concluísse a obra.

O subsecretário municipal de Governo, Juber Madeira, contestou a afirmação e apresentou números sobre os valores que, segundo a administração municipal, permaneciam disponíveis.

Prefeitura apontou saldo de R$ 2,1 milhões

Segundo Juber Madeira, aproximadamente R$ 2,143 milhões permaneciam como saldo relacionado ao contrato. O representante do Executivo também afirmou que outros R$ 3,2 milhões poderiam ser utilizados como reforço para a conclusão da intervenção.

Os valores foram apresentados pelo subsecretário como resposta aos questionamentos feitos durante a reunião.

A divergência entre as partes estava, portanto, principalmente na avaliação sobre a disponibilidade financeira e as condições para finalizar a escola.

Contrato anterior foi encerrado após atrasos

A situação da Escola do Barreiro está relacionada a um problema mais amplo envolvendo contratos de obras públicas no município.

Em junho de 2026, a Prefeitura anunciou o início do processo para encerrar 14 contratos mantidos com a Ultra Engenharia. Entre as intervenções atingidas estavam a Escola Municipal Antônio Camilo Alvim e as obras relacionadas à Feira da Esplanada.

Na ocasião, o secretário municipal de Obras e Zeladoria Urbana, Anderson da Silva Alves, informou na Câmara que o município enfrentava dificuldades relacionadas ao cumprimento dos cronogramas pela empresa.

Nova empresa foi chamada para assumir os trabalhos

Após o processo envolvendo a contratada anterior, a administração municipal avançou nas providências para que outra empresa assumisse a intervenção.

Durante a discussão de julho, a empresa Ápice foi apontada como responsável pela nova etapa.

A previsão apresentada naquele momento era de conclusão entre cinco e nove meses após a efetiva retomada dos serviços, prazo que também havia sido informado anteriormente durante prestação de contas da Secretaria Municipal de Educação.

Professores enfrentam deslocamento até Candidópolis

O atraso na conclusão da unidade produz efeitos que ultrapassam o canteiro de obras.

Enquanto a Escola do Barreiro permanece indisponível, estudantes estão sendo atendidos provisoriamente na Escola Municipal do Candidópolis.

Durante a reunião na Câmara, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Grazi Cachapuz, chamou atenção para o deslocamento dos profissionais.

Segundo a representante sindical, professores passaram a percorrer aproximadamente 20 quilômetros por dia em razão da mudança temporária de unidade, situação que também teria provocado gastos adicionais.

Comunidade já havia cobrado conclusão da escola

A cobrança pela conclusão das obras antecede a discussão realizada em julho.

Em março, representantes da Prefeitura se reuniram com a comunidade escolar para discutir o andamento da intervenção e os próximos passos necessários para finalizar a unidade.

Na ocasião, foi anunciada a manutenção de uma comissão com representantes da gestão municipal, direção e comunidade escolar para acompanhar o processo.

A Secretaria Municipal de Educação também declarou que a conclusão da escola era tratada como prioridade.

Retomada das obras avançou após discussão na Câmara

Depois do debate realizado em 21 de julho, houve uma mudança concreta no andamento do projeto.

No fim daquele mês, a Prefeitura informou que havia iniciado a mobilização para a nova etapa das obras da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim.

Os primeiros trabalhos envolveram preparação do terreno e procedimentos técnicos necessários para o avanço da intervenção.

Projeto prevê ampliação e novos espaços

A intervenção não se limita à conclusão da estrutura existente. O projeto prevê ampliação das salas de aula e implantação de novos ambientes.

Entre os espaços previstos estão sala destinada ao atendimento educacional especializado, laboratório de informática, laboratório de Ciências e quadra poliesportiva.

A proposta também contempla aumento da capacidade de atendimento e expansão das atividades de educação em tempo integral.

Com a mobilização iniciada posteriormente, a obra entrou em uma nova etapa após meses de cobranças, mudanças contratuais e discussões sobre os recursos necessários para sua conclusão.