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A Justiça de Minas Gerais determinou a realização de exame de insanidade mental em Paola Stefany Neto Cirino, investigada e posteriormente acusada no caso envolvendo a morte de um casal de idosos em Belo Horizonte. A mulher foi localizada e presa em Itabira no início de julho de 2026.

A decisão representa um desdobramento de uma questão levantada pela defesa logo depois da prisão. Inicialmente, os advogados informaram que analisariam documentos antes de decidir se solicitariam formalmente a avaliação.

Defesa começou a discutir perícia após a prisão

Em 2 de julho, o advogado Bruno Correia Lemos informou que a defesa pretendia analisar documentos relacionados ao histórico de saúde da cliente antes de decidir sobre a apresentação de um pedido de exame.

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Naquele momento, portanto, a realização da perícia ainda não estava determinada. Tratava-se de uma possibilidade que seria avaliada durante o andamento do caso.

A defesa posteriormente decidiu formalizar o requerimento.

Pedido foi apresentado após reprodução simulada

Em 8 de julho, depois da reprodução simulada realizada pela Polícia Civil no apartamento onde ocorreram os fatos, a defesa apresentou formalmente o pedido para instauração do incidente de insanidade mental.

O requerimento buscava a realização de uma perícia especializada para avaliar a condição da acusada no período relacionado aos fatos investigados.

Dois dias depois, foi informado que a Polícia Civil havia acolhido a solicitação apresentada pela defesa. A realização efetiva do procedimento, entretanto, ainda dependia da análise judicial.

Justiça autorizou exame em agosto

O caso avançou novamente em agosto. No dia 18, a Justiça determinou que Paola Stefany fosse submetida ao exame de insanidade mental.

Com isso, aquilo que inicialmente aparecia apenas como uma estratégia em avaliação pela defesa passou a integrar formalmente o andamento judicial do processo.

A perícia deverá fornecer elementos técnicos para que a Justiça avalie questões relacionadas à condição mental da acusada no contexto analisado pelo processo.

O que é o incidente de insanidade mental?

O procedimento está previsto no Código de Processo Penal e pode ser instaurado quando existe dúvida sobre a integridade mental da pessoa acusada.

A finalidade é obter uma avaliação técnica especializada. O resultado da perícia passa a integrar os elementos considerados pelo Judiciário durante o processo.

A determinação de uma avaliação desse tipo não significa, por si só, que a pessoa tenha sido considerada inimputável nem define antecipadamente o resultado da ação penal. Essa análise depende da perícia e das decisões posteriores da Justiça.

Prisão em Itabira criou ligação do caso com o município

Embora os fatos investigados tenham ocorrido no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, Itabira passou a fazer parte da cronologia do caso porque foi no município que Paola Stefany foi localizada pela Polícia Civil.

Ela foi encontrada em um hotel da cidade no início de julho. Depois da prisão, passou pelos procedimentos judiciais e teve a prisão preventiva decretada.

Desde então, o processo teve diferentes desdobramentos, incluindo o avanço da investigação, pedidos apresentados pela defesa e decisões judiciais.

Processo continua em andamento

A realização do exame representa uma etapa dentro do processo e não deve ser confundida com uma decisão definitiva sobre a responsabilidade criminal da acusada.

Também é importante diferenciar as versões apresentadas pelas partes, as conclusões da investigação e aquilo que já foi efetivamente decidido pela Justiça.

Esta publicação foi atualizada em agosto de 2026 para incluir a decisão judicial que determinou a realização do exame de insanidade mental.