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Quem tem dificuldade pra lidar com o celular, baixar aplicativos ou acessar serviços públicos pela internet pode ganhar um apoio formal da Prefeitura de Itabira. A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade e em segundo turno, na última segunda-feira (22/06), o Projeto de Lei nº 56/2026, que cria o Programa Municipal de Inclusão Digital e Apoio Tecnológico à População — batizado de "Itabira Digital para Todos".
De onde veio a proposta
A iniciativa é do vereador Ronaldo Meireles de Sena, conhecido como Ronaldo Capoeira (PRD), e busca oferecer orientação e apoio gratuito a moradores que enfrentam dificuldades com celulares, aplicativos, plataformas digitais e serviços eletrônicos. A ideia é simples na essência: cada vez mais coisas do dia a dia — de consultas médicas a benefícios sociais — passam por um celular ou computador, e nem todo mundo teve a chance de se familiarizar com isso no ritmo que a tecnologia impõe.
O que o programa pretende oferecer
Segundo o texto aprovado, os atendimentos podem incluir orientações sobre uso básico de smartphones, instalação de aplicativos, acesso a serviços públicos digitais, criação e recuperação de contas eletrônicas, segurança digital e prevenção a golpes — um ponto que ganha cada vez mais relevância com o avanço de fraudes aplicadas justamente sobre quem tem menos familiaridade com a tecnologia. Também estão previstas orientações sobre aplicativos bancários, de comunicação, transporte, saúde e educação.
O atendimento deve acontecer em espaços já existentes na estrutura municipal: órgãos públicos, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), centros comunitários e unidades de atendimento ao cidadão. A escolha por usar essa infraestrutura já montada não é por acaso — é justamente o que permite que o programa funcione sem grande impacto financeiro para os cofres públicos.
Quem vai conduzir os atendimentos
A proposta prevê a participação de estagiários e voluntários, com possibilidade de parcerias com instituições de ensino técnico e superior, especialmente em cursos de informática, tecnologia e administração. Esse modelo de colaboração é comum em programas de inclusão digital pelo país, já que aproveita estudantes em formação para ganhar experiência prática enquanto prestam um serviço de utilidade pública.
A justificativa por trás do projeto
Ao defender a matéria em plenário, Ronaldo Capoeira destacou o avanço acelerado da tecnologia como motivação central da proposta. Ele chegou a citar como exemplo o uso de robôs em primeiros socorros na China, reforçando que "a tecnologia aumenta cada vez mais" e que a população precisa estar preparada para acompanhar essas mudanças.
Na justificativa formal do projeto, o vereador também ressaltou que a digitalização crescente de serviços públicos e privados tem criado desafios reais para parte da população — principalmente para quem tem pouca familiaridade com ferramentas digitais. A proposta, segundo ele, busca justamente reduzir essa distância, promovendo inclusão social e autonomia sem gerar custos significativos ao município.
Próximos passos
Com a aprovação unânime na Câmara, o projeto agora segue para análise do Poder Executivo, que pode sancionar ou vetar a matéria. Se sancionado, caberá à Prefeitura definir os detalhes operacionais — desde os locais exatos de atendimento até o cronograma de implementação do programa.
Com informações da DeFato Online.
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Publicado por:
Igor Zeferino
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